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	<title>Guia da Cidade &#187; Cultura</title>
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	<description>PARA QUEM VIVE A CIDADE</description>
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		<title>O Fado Reguila é para todos!</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2015 22:57:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ana Oliveira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[O projeto Fado Reguila é levado a cabo por um trio muito especial: Ana Henriques, Miguel Alvarez e Luís Oliveira. Tudo começou em 2012 aquando ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O projeto Fado Reguila é levado a cabo por um trio muito especial: Ana Henriques, Miguel Alvarez e Luís Oliveira. Tudo começou em 2012 aquando um convite feito pelo Oceanário de Lisboa para a conceção de um programa musical para bebés. Numa das reuniões nasceu a ideia de Fado. Os artistas, se por um lado, consideraram adaptar este estilo a camadas tão jovens um belo de um desafio, por outro lado, fazia todo o sentido na altura, tendo em conta a formação profissional dos músicos fora do meio musical, já que dois deles são psicólogos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/05/11021058_780955008647229_3620269338246278085_n.jpg" rel="lightbox[5381]"><span style="color: #000000;"><img class="alignnone wp-image-5386" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/05/11021058_780955008647229_3620269338246278085_n.jpg" alt="11021058_780955008647229_3620269338246278085_n" width="1020" height="765" /></span></a>Começou então a ser criado o “Fado Miudinho”, dedicado à temática “Oceanos”, dirigido a crianças até aos 4 anos e ainda hoje em cena nos primeiros e terceiros domingos de cada mês no Oceanário de Lisboa. Paralelamente, nasceu o “Fado Reguila” concebido a pensar na cidade de Lisboa, uma aventura pelos bairros castiços da cidade, para ser apresentado ao público em geral e especialmente crianças até aos 6 anos, com um programa especial para reguilas em creches, jardins de infância, ensino básico e pré-escolar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A entrar quase no mês do dia da criançada, esta semana fomos conversar os Fado Reguila, que irão relançar o seu projeto no dia 30 de maio, sábado, pelas 14:30, na<a href="http://www.guiadacidade.pt/pt/art/85a-feira-do-livro-de-lisboa-283788-11" target="_blank"> Feira do Livro</a>. Aproveite para fazer um programa diferente com a família, viver o Fado da cabeça aos pés e dignificá-lo com a atenção merecida. </span><br style="color: #222222;" /><br style="color: #222222;" /><span style="color: #000000;"><strong>Qual é, na vossa perspectiva a importância de comunicar o legado do Fado aos mais novos?</strong></span><br style="color: #222222;" /><span style="color: #000000;">É mesmo muito importante, o Fado faz parte da identidade e história do nosso povo. Pretendemos que o gosto pelo Fado seja “semeado” precocemente nas próximas gerações, despertando nos bebés (e edificando nos mais crescidos que os acompanham) o interesse pela cultura portuguesa, por Lisboa e pelo Fado, em Portugal e, quem sabe, no estrangeiro, pois gostaríamos muito de chegar aos “reguilas&#8221; das comunidades emigrantes. Queremos continuar a “mimar” e brincar a imagem do Fado e da cultura Fadista, com muito respeito, mas de forma marcadamente lúdica e pedagógica, estimulando musicalmente os bebés e estreitando laços entre gerações, comunidades e instituições. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são os maiores objetivos do Fado Reguila?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este é um projeto que visa, de uma forma simples e lúdica, apresentar aos bebés e a crianças até aos seis anos de idade, as sonoridades, o vocabulário e a cultura próprios do Fado, é composto por sessões/espetáculos interativos de 45 minutos que para além de conterem sons/ritmos e vocalizações (tendo em conta o público-alvo mais pequeno), são dotadas de coreografias e poemas sendo “fadistada” uma aventura pelas ruas de Lisboa. Um regresso ao passado da capital, com personagens típicas, numa encenação musical mágica mas ao mesmo tempo cultural, informativa e pedagógica, em que todos se divertem e participam.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ideia sempre foi abrir portas para um a maior interesse por Portugal e Lisboa contribuindo para a divulgação e consumo de Fado. Este património imaterial (também) da humanidade, tão rico em História e em poetas, compositores e intérpretes lusos. No fundo, partilhar esta envolvência cultural tão afetiva e… tão nossa. </span><br style="color: #222222;" /><br style="color: #222222;" /><span style="color: #000000;"><strong>É de pequenino que se torce o pepino, neste caso o Fado? A música potencia o crescimento do ser humano? </strong></span><br style="color: #222222;" /><span style="color: #000000;">O contacto precoce com a música favorece a organização integrada de sons, movimentos e emoções e promove a expressão criativa, mesmo antes de existir pensamento e linguagem. Uma vez que é maioritariamente experienciada e partilhada na relação com os outros (pares e cuidadores) atua como (mais uma) pedra basilar para a aquisição de competências cada vez mais complexas, ao longo do desenvolvimento, bem como, para a educação formal/cognitiva/cultural das crianças. Na nossa equipa temos dois psicólogos clínicos, com uma vasta experiência em Ludoterapia e pedagogia (Eu e o Miguel Alvarez) e além disso o Miguel é também Musicoterapeuta, pelo que tudo aconteceu muito naturalmente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/05/NML_9407.jpg" rel="lightbox[5381]"><img class="alignnone size-full wp-image-5384" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/05/NML_9407.jpg" alt="NML_9407" width="1020" height="825" /></a><br style="color: #222222;" /><span style="color: #000000;"><strong>Como podem as tradições, ser um modelo no que diz respeito à educação de uma criança? Como ludoterapeuta Ana, considera a tradição um veículo importante para a construção de raízes mais coesas?</strong></span><br style="color: #222222;" /><span style="color: #000000;">Para além das salas de espetáculos, bibliotecas e outras instituições, deslocamo-nos também a colégios, creches, jardins de infância e escolas, pois pretendemos levar o nosso Fado a todos os reguilas, promovendo competências rítmicas, melódicas, auditivas e de desenvolvimento psicomotor através da dinâmica marcadamente lúdica que flui ao longo de todo o espectáculo. Sem dúvida que no Fado, tal como nas tradições/cultura de um povo, encontramos uma sensação de pertença ímpar, associada a valores e princípios fundamentais à construção da identidade.</span><br style="color: #222222;" /><br style="color: #222222;" /><span style="color: #000000;"><strong>Existe ainda o preconceito de que o Fado, é uma canção fatalista e triste. É possível desmitificar esta ideia, neste vosso projeto? É possível brincar ao Fado?</strong></span><br style="color: #222222;" /><span style="color: #000000;">Claro que sim, no Fado partilham-se estórias, conta-se e canta-se a vida através de poemas, ou seja, funciona como um catalisador de experiências e emoções sentidas como “boas” e outras não tão agradáveis, pelo que não tem que ser apenas melancólico, triste e/ou fatalista. Desde que feito com respeito, tudo é “brincável”, “Brincar” é coisa muito séria, é a linguagem que as crianças melhor entendem, um veículo de aquisição de conhecimento e desenvolvimento poderosíssimo, para além de terapêutico.   </span><br style="color: #222222;" /><br style="color: #222222;" /><span style="color: #000000;"><strong> Vão relançar em breve o vosso projeto, com a integração de um novo elemento, o Luís Oliveira. Querem contar-nos mais sobre isto?</strong></span><br style="color: #222222;" /><span style="color: #000000;">Este evento vai acontecer no dia 30 de Maio, pelas 14:30, na feira do Livro, é de entrada livre e representa uma &#8220;amostra&#8221; das actividades que fazemos. Serve também para promover o nosso espectáculo de dia 6 de Junho, na Biblioteca Orlando Ribeiro (pelas 16:00). </span><br style="color: #222222;" /><br style="color: #222222;" /><span style="color: #000000;">Estamos também a preparar um novo “projecto dentro do projecto” sim, este dirigido às camadas mais velhas (pré-adolescentes e adolescentes) onde os desafios e temáticas são diferentes, mas ainda não está apresentável ao público, estará para breve.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/05/NML_9246.jpg" rel="lightbox[5381]"><img class="size-large wp-image-5383 aligncenter" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/05/NML_9246-852x1024.jpg" alt="NML_9246" width="852" height="1024" /></a><br style="color: #222222;" /><br style="color: #222222;" /><span style="color: #000000;"><strong>Como tem sido a reação dos miúdos e graúdos?</strong></span><br style="color: #222222;" /><span style="color: #000000;">As reacções de miúdos e graúdos têm sido muito engraçadas, na nossa zona “VIP Reguila” (colchões coloridos) já tivemos bebés a tentar “abocanhar” os adereços e trepar para cima dos músicos. Crianças habitualmente mais agitadas (observação das educadoras) a ficarem fascinadas (muito concentradas e serenas durante o espectáculo) e crianças mais velhas a fazerem observações e questões muito curiosas sobre Fado. Temos tido vários pedidos (especialmente por parte de pais e educadores) para gravação de um CD mas ainda não obtivemos os fundos necessários para a concretização do mesmo, de qualquer modo, estamos a trabalhar para isso. A reacção dos fadistas que conhecemos ao tomarem conhecimento do projecto tem sido muito simpática, acham-no muito interessante e que, tal como pretendemos, dignifica o Fado (uma das quadras do último Fado é “em nome do fado e de cada fadista, um muito obrigado, adeus e até á vista”). O Fado Reguila é&#8230; o Fado de todos nós! É o Fado dos bebés, dos pais, dos manos, dos avós! </span></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>André Pereira escreve cartas a pedido</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2015 09:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ana Oliveira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;O que eu te quero dizer&#8230;&#8221; Já alguma vez sentiu que tinha muito para dizer e não sabia como? Já alguma vez pensou que pudessem ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">&#8220;O que eu te quero dizer&#8230;&#8221;</h3>
<p style="text-align: justify;">Já alguma vez sentiu que tinha muito para dizer e não sabia como?</p>
<p style="text-align: justify;">Já alguma vez pensou que pudessem expressar por si, o que você sente?</p>
<p style="text-align: justify;">Já alguma vez pensou em oferecer como prenda uma história por escrito, numa máquina de escrever, à antiga?</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, se nunca pensou nisso, o André Pereira chegou para o surpreender. Um escritor multifacetado que faz das histórias um dos seus ofícios, e escreve cartas a pedido. Esta semana vai voltar a pisar o palco com os Comedy Pack, na Guilherme Cossoul e nós fomos conversar com o mentor do projeto: &#8220;<a href="https://www.facebook.com/oquetequerodizer?fref=ts" target="_blank">O que eu te quero dizer</a>&#8220;.</p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;"><b>Como nasceu o teu bebé &#8220;O que te quero dizer&#8221;?</b></p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;">Tudo começou com uma outra ideia minha que consistia em escrever retratos. As pessoas sentavam-se à minha frente e eu escrevia, num parágrafo e numa máquina de escrever, o que via: com base nos traços físicos, tentava sempre encontrar alguma brecha para sítios onde estivessem emoções. Foi um sucesso. No entanto, julguei que poderia ir mais além e, em vez de me cingir à procura dessas emoções, achei que poderia ser eu a provocá-las através de algo que eu gostasse de dizer. Foi aí que nasceu a ideia de escrever cartas, também escritas à máquina e únicas, sempre diferentes.</p>
<p style="color: #222222;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/05/10394056_10152839493661772_856867790008988586_n.jpg" rel="lightbox[5362]"><img class="alignnone wp-image-5364" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/05/10394056_10152839493661772_856867790008988586_n.jpg" alt="10394056_10152839493661772_856867790008988586_n" width="1024" height="640" /></a></p>
<p style="color: #222222;"><b>Já deixaste coisas por dizer a alguém?</b></p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;">Claro. Nunca digo tudo. Por vergonha, por cobardia ou por falta de tempo.</p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;"><b>Escreves as tuas cartas numa máquina de escrever. Acreditas que o revivalismo que vivemos nos devolve ao nosso centro? As tuas cartas podem ajudar nesse sentido?</b></p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;">O que “nos devolve ao nosso centro” é o acto de sentir. As cartas que eu escrevo fazem, em primeiro lugar, com que eu sinta e, em segundo (se tudo correr bem), com que a pessoa sinta. São esses os meus únicos intuitos: sentir e fazer sentir.</p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;"><b>Porque é que deixámos de escrever cartas? E porque voltaremos a escrevê-las?</b></p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;">Deixámos porque dá trabalho. E, sinceramente, acho que não vamos voltar a escrever cartas. Ainda bem. Assim, escrevo-as eu.</p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;"><b>É mais fácil sentir do que escrever, o que se sente?</b></p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;">Sentir é facílimo. Estamos sempre a sentir. Escrever o que se sente é outra história. Há sempre a barreira da linguagem. Acho impossível escrever o que se sente, mas dá para chegar lá perto.</p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;"><b>Qual foi a carta que escreveste a pedido que mais te marcou?</b></p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;">O que te quero dizer tem duas variantes: uma, frente a frente, em que eu escrevo o que quero dizer à pessoa; outra, de longe, em que a pessoa me encomenda uma carta a alguém (“escrita por André, sentida por Ana“). Neste último caso, já escrevi cartas para crianças, namorados, pais, avós, noivos… Mas a que mais me marcou talvez tenha sido um pedido de casamento de um rapaz à sua namorada. Tinha tudo para ser um miminho romântico (e foi), mas estava ensombrado pelo facto de ela ter cancro. Foi uma carta tramada de se escrever.</p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;"><b>Expressar para mais tarde recordar. O que recordas da tua infância que te tenha inspirado a escolher o caminho da escrita?</b></p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;">Não faço ideia. Sei que, naqueles dias especiais, como os aniversários, o Dia da Mãe ou o Dia do Pai, eu não oferecia pedras nem desenhos, escrevia. Sempre fiz isso. Adorava e não me dava trabalho nenhum. E ainda hoje o faço.</p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/05/11062097_10153160185676772_1518189085844168052_n.jpg" rel="lightbox[5362]"><img class="alignnone size-full wp-image-5365" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/05/11062097_10153160185676772_1518189085844168052_n.jpg" alt="11062097_10153160185676772_1518189085844168052_n" width="960" height="960" /></a></p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;"><b>Para além de escritor, trabalhas como jornalista, argumentista, copywriter e ainda performer. Como conjugas todos estes talentos? Achas que a tua geração se sente mais limitada ou potenciada para seguir os seus sonhos?</b></p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;">Não sei se são talentos, mas são coisas que eu adoro fazer. E isso é o mais importante. Isto de seguir os sonhos é muito bonito, mas nem toda a gente tem essa possibilidade. O Bob Marley ou o Paulo Coelho podem ter muitas frases lindas sobre os sonhos e tal, mas é tudo treta. Temos de lutar por aquilo que nos faz feliz, claro, mas há sempre condicionantes à nossa volta. Sempre. Às vezes dá, outras vezes não.</p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;"><b>Hoje dia 19, voltas ao ativo com os Comedy Pack, na Guilherme Cossoul. O humor é uma arma educativa? Fala-nos um pouco deste vosso projeto. </b></p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;">Arma educativa? Nada disso. Quer dizer, só se for daquelas pistolas que têm uma bandeirinha às cores a sair da culatra. Arma educativa é um chicote nas costas de quem faz dinheiro com o humor roubando ideias a outros, por exemplo. Nesse caso, o chicote acabaria por ser uma arma educativa. Com graça. Em relação ao regresso, estamos dias 19 de Maio, 2, 16 e 30 de Junho, 14 e 28 de Julho na Sociedade Guilherme Cossoul, em Santos, às dez da noite. Somos sete tipos (quase oito, porque um é gordo) que gostam de fazer humor e acham que têm jeito. Os bilhetes são uma pechincha: cinco euros. Está tudo <a href="https://www.facebook.com/ComedyPack?fref=ts" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p style="color: #222222; text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/05/11219143_10153231898966772_6660314801907740185_n.jpg" rel="lightbox[5362]"><img class="alignnone wp-image-5366" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/05/11219143_10153231898966772_6660314801907740185_n.jpg" alt="11219143_10153231898966772_6660314801907740185_n" width="1024" height="379" /></a></p>
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		<title>Leituria: livros, comes, bebes e artes no coração da Estefânea</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2015 17:13:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ana Oliveira]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há muito tempo que o bairro da Estefânea suspirava por um destino como este. Leituria é a conjugação perfeita que faltava na zona e está ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: center;">Há muito tempo que o bairro da Estefânea suspirava por um destino como este.</h4>
<p style="text-align: justify;">Leituria é a conjugação perfeita que faltava na zona e está aninhada no nº 123 A da Rua D. Estefânea. Margarida Mendes e Vítor Rodrigues são os &#8220;principiadores&#8221; deste projeto que nasceu da conjução das suas paixões. Vítor trabalhou cerca de 20 anos como livreiro, Margarida é designer e uma apaixonada pelas artes. Depois de viverem três anos fora da cidade que sentem como deles, decidiram arrumar &#8220;livros e bagagens&#8221; e demandar de novo para Lisboa.</p>
<p style="text-align: justify;">Descobriram o espaço que viria constituir a atual Leituria em dezembro, e em janeiro estava decidido que era ali que queriam criar novas raízes. A Magazine andava pelo bairro e descobriu a Leituria numa tarde de semana, depois de almoço.</p>
<p><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/11127577_931104810275242_8427800503795422363_o.jpg" rel="lightbox[5305]"><img class="size-large wp-image-5313 aligncenter" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/11127577_931104810275242_8427800503795422363_o-685x1024.jpg" alt="11127577_931104810275242_8427800503795422363_o" width="685" height="1024" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Tropeçámos no nº 124A e a montra chamou-nos logo à atenção. Entrámos e cedo percebemos de que se tratava de um espaço recheado de detalhes que demoram o seu tempo e carisma a apreciar. Leituria é o concretizar de três paixões deste casal rendido aos encantos da Estefanêa.</p>
<p style="text-align: justify;">Os livros, a mercearia fina e as artes dão vida a este novíssimo espaço, que abriu no passado dia 15 de março.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/11164554_934293366623053_391014259592548068_o.jpg" rel="lightbox[5305]"><img class="alignnone size-large wp-image-5320" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/11164554_934293366623053_391014259592548068_o-1024x688.jpg" alt="11164554_934293366623053_391014259592548068_o" width="1024" height="688" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na ala da entrada, temos alguns livros expostos, assim como uma área destinada aos produtos de mercearia fina, todos de fornecedores nacionais. Ele é Mostarda de Manga da Santa Gula, sardinhas conservadas em método hiper artesanal das Conservas de Pinhais, conserva de atum com batata doce e funcho da Santa Catarina, marmelada seca da Quinta do Pedregal, Bombons de Mel com Chocolate da Casa do Couto até à Salicórnia vinda de Aveiro. Todos os produtos são escolhidos a dedo e assim como as várias vertentes desta casa fazem parte do leque do gosto pessoal dos proprietários. Já defendia <span style="color: #222222;">La Rochefoucauld &#8220;nada é mais contagioso do que o exemplo.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;">Percorrendo o espaço com atenção e algum foco nos detalhes, surpreendemo-nos a cada passo, com as peças únicas de arte plástica com que nos vamos deparando. Desde as obras de arte com materiais recicláveis do artista Simão Bolívar, à personificação de materiais inanimados pelas Contadeiras de Histórias ou às singulares peças das Pedras de Leitor. Mais uma vez, tudo escolhido a dedo.</p>
<div id="attachment_5312" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10661697_930641050321618_2889162331549604422_o.jpg" rel="lightbox[5305]"><img class="size-large wp-image-5312" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10661697_930641050321618_2889162331549604422_o-1024x685.jpg" alt="Pedras de Leitor" width="1024" height="685" /></a><p class="wp-caption-text">Pedras de Leitor</p></div>
<div id="attachment_5310" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10463798_928846133834443_4819895219458773339_o.jpg" rel="lightbox[5305]"><img class="size-large wp-image-5310" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10463798_928846133834443_4819895219458773339_o-1024x685.jpg" alt="Contadeiras de Histórias" width="1024" height="685" /></a><p class="wp-caption-text">Contadeiras de Histórias</p></div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/11134026_920183141367409_8850668074959855614_o.jpg" rel="lightbox[5305]"><img class="alignnone size-full wp-image-5315" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/11134026_920183141367409_8850668074959855614_o.jpg" alt="11134026_920183141367409_8850668074959855614_o" width="970" height="639" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na zona dos &#8220;bebes&#8221; há uma seleção rigorosa de vinhos nacionais e cervejas artesanais:Maldita, Sovina e Lovina são algumas das protagonistas. Seguindo para as entranhas da Leituria, apercebemo-nos imediatamente de que tem mais surpresas a desvendar: um andar lá embaixo, e cá em cima, toda uma sala dedicada ao prazer da leitura: uma enorme biblioteca, distribuida em duas estantes de cubos versáteis, que acompanham o casal já há alguns anos,  &#8220;afinal esta estante foi uma criação nossa e adapta-se bem a qualquer espaço&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/11136281_929318630453860_1226992511068611269_o.jpg" rel="lightbox[5305]"><img class="alignnone size-large wp-image-5316" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/11136281_929318630453860_1226992511068611269_o-1024x685.jpg" alt="11136281_929318630453860_1226992511068611269_o" width="1024" height="685" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Os livros são escolhidos com muita precisão e consciência, sendo que optam muito por editoras independentes, como a &amp; etc e a Antígona. A Leituria ganha vida nesta secção com as tertúlias, conversas e apresentação de livros de autores. Há também um espaço para a criançada, envolto por literatura infantil, e um sofá que pede momentos de deleite.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/11140151_928896333829423_7640768600967465011_o.jpg" rel="lightbox[5305]"><img class="alignnone size-large wp-image-5317" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/11140151_928896333829423_7640768600967465011_o-1024x685.jpg" alt="11140151_928896333829423_7640768600967465011_o" width="1024" height="685" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O andar de baixo é reservado para as exposições, workshops e sala de estar. As exposições têm uma duração média de duas a três semanas, sendo que dia 1 de maio inaugura a obra &#8220;Flores&#8221; de Conceição Freitas, um trabalho de lápis de cor e grafite sobre papel. Margarida e Vítor estão muito abertos a novas ideias, e a resposta a essa disponibilidade tem sido muito positiva.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/11160619_932029383516118_3795289212498756871_o.jpg" rel="lightbox[5305]"><img class="alignnone size-large wp-image-5318" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/11160619_932029383516118_3795289212498756871_o-1024x685.jpg" alt="11160619_932029383516118_3795289212498756871_o" width="1024" height="685" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Vários artistas têm proposto iniciativas, que desde que vão de acordo com o &#8220;ser&#8221; deste casal lisboeta, terão abertura para os desenvolver na Leituria. As palavras de assinatura: Expressões Culturais não são por acaso, afinal a &#8220;alma desta casa é a fusão das paixões artísticas&#8221; dos seus fundadores.</p>
<p style="text-align: justify;">A Leituria é um espaço de ser, conviver e aprender. Está aberta de segunda a sábado, das 10:00 às 20:00 e espera por uma visita sua.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>GÉNESIS: mais do que uma exposição, é um apelo</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2015 08:57:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ana Oliveira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Inaugurou no passado dia 10 de abril a exposição  GÉNESIS do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, com a curadoria da sua companheira Lélia Wanick Salgado em ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="p1" style="text-align: justify;"><span class="s1">Inaugurou no passado dia 10 de abril a exposição  GÉNESIS do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, com a curadoria da sua companheira Lélia Wanick Salgado em Lisboa. A Galeria Municipal Torreão Nascente da Cordoaria Nacional foi a eleita para receber esta coleção especial, que nos faz viajar pelo globo inteiro, aos olhos do Salgado. </span></p>
<p class="p2" style="text-align: justify;">A Magazine, como amante de boas viagens que é, aproveitou a boleia do artista e embarcou nesta aventura não só visual, mas também interventiva.</p>
<p class="p2" style="text-align: justify;">“<strong><em>Além de trazer aos olhos do público a beleza de povos isolados e paisagens grandiosas, Génesis representa uma convocatória para a batalha.</em></strong>” Lélia Wanick Salgado e Sebastião Salgado</p>
<p class="p2" style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/casal.jpg" rel="lightbox[5285]"><img class="alignnone size-large wp-image-5295" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/casal-1024x682.jpg" alt="casal" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p2" style="text-align: justify;">Era domingo à tarde e a fila à entrada contornava a R. Mécia Mouzinho de Albuquerque. Chegando às instalações, fomos logo avisados para realizarmos a visita sempre pelo nosso lado direito já que ainda havia o salão do andar de cima para visitar.</p>
<p class="p2" style="text-align: justify;">No andar de baixo começámos por apreciar o Sul do Planeta e as espécies que contam as histórias vividas na Antártida. As suas paisagens inóspitas e desertas, coloridas pela presença da sua perseverante fauna: os pinguins, leões-marinhos e baleias. As ilhas Geórgia do Sul estão também em grande destaque, onde numerosas espécies de pinguins, albatrozes, petréis gigantes e cormorões fazem a sua vida. As expressões dos animais que parecem terem a consciência da objetiva, fazem-nos invejar o fotógrafo, por esses momentos de contato privilegiado com estas espécies de difícil acesso.</p>
<p class="p2" style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/phpThumb.jpg" rel="lightbox[5285]"><img class="alignnone size-large wp-image-5296" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/phpThumb-1024x561.jpg" alt="phpThumb" width="1024" height="561" /></a></p>
<p class="p2" style="text-align: justify;">Ainda no andar de baixo, mas viajando até África, deparamo-nos com uma realidade tão distinta mas ao mesmo tempo tão contemporânea. Fomos surpreendidos pela vida selvagem do delta do Okavango, no Botswana, pelo olhar sensível dos gorilas do Parque Nacional de Virunga na fronteira da Républica Democrática do Congo com o Ruanda, Congo e Uganda. Há ainda uma fotografia surpreendente de um elefante que vinha em direção ao jipe onde Salgado se encontrava. Conta o fotógrafo, que ao contrário do habitual, este elefante em vez de fugir, afrontou  o jipe. O medo dos caçadores furtivos moveu-o nesse sentido.</p>
<p class="p2" style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/Genesis_Salgado_3-614x450.jpg" rel="lightbox[5285]"><img class="alignnone wp-image-5290" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/Genesis_Salgado_3-614x450.jpg" alt="Genesis_Salgado_3-614x450" width="1024" height="750" /></a></p>
<p class="p2" style="text-align: justify;">Os costumes e quotidianos de vários povos estão por aqui retratados, como o San do deserto do Kalahari no Botswana, o das tribos do vale do Omo no sul da Etiópia e ainda das antigas comunidades cristãs do norte da Etiópia. A natureza é abundante e diversa. Do arenoso ao rochoso, a vida brota em toda a parte.</p>
<p class="p2" style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/Salgado-humans-.jpg" rel="lightbox[5285]"><img class="alignnone size-large wp-image-5291" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/Salgado-humans--1024x748.jpg" alt="Salgado-humans-" width="1024" height="748" /></a></p>
<p class="p2" style="text-align: justify;">Os Santuários são o último tema do andar de baixo e remetem-nos para as paisagens únicas das ilhas vulcânicas de Galápagos. Incluem registos das populações ancestrais da Nova Guiné e da Papua Ocidental, assim como os Mentawai da ilha Siberut da província indonésia de Sumatra. Madagáscar é também protagonista, sendo reveladas fotografias da sua vida selvagem e vegetação dos diversos ecossistemas.</p>
<p class="p2" style="text-align: justify;">No andar de cima, estão distribuídas fotografias de Terras a Norte: onde são mostradas paisagens do Alasca, nos EUA, o Parque Nacional Kluane e vida selvagem na ilha Baffin, no Canadá. O norte da Rússia também está presente, incluindo o território de reprodução do urso polar na ilha Wrangel, assim como as populações indígenas do norte da Sibéria e da península de Kamchatka.</p>
<p class="p2" style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/2.jpg" rel="lightbox[5285]"><img class="alignnone size-large wp-image-5288" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/2-1024x748.jpg" alt="2" width="1024" height="748" /></a></p>
<p class="p2" style="text-align: justify;">A Amazónia e o Pantanal são outra surpreendente viagem. O Amazonas e os seus afluentes, vistos do ar, assemelham-se a uma gigante árvore da vida, com braços e mãos estendidos do coração do Brasil, até aos países vizinhos. A norte existem registos do tepuis venezuelanos, a mais antiga formação geológica do planeta, assim como a vida selvagem do Pantanal em Mato Grosso, Brasil. A tribo índia Zo’é que foi descoberta apenas há duas décadas também está presente na exposição, assim como as tribos mais assimiladas da bacia do Alto Xingu, também no Brasil.</p>
<p class="p2" style="text-align: justify;">Este é um trabalho que reúne uma pesquisa de mais de uma década à volta do globo, e mais do que uma exposição, é um apelo para a preservação da vida no planeta. Génesis estará patente na Galeria Municipal Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, até ao dia 2 de agosto.</p>
<p class="p2" style="text-align: justify;">A não perder também o documentário sobre a vida do fotógrafo, de nome <a href="https://www.youtube.com/watch?v=djTFzYLiAw0" target="_blank">&#8220;O Sal da Terra&#8221;</a> com realização de Wim Wenders.</p>
<p class="p2" style="text-align: justify;">Horário:</p>
<p class="p2" style="text-align: justify;">Domingo a quinta-feira: das 10:00 às 19:00</p>
<p class="p2" style="text-align: justify;">Sexta-feira e sábado das 10:00 às 21:00</p>
<p class="p2" style="text-align: justify;">Valor: 5€, 3€ com desconto</p>
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		<title>PENTATONIX arrasam em Lisboa com início da digressão!</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2015 13:47:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ana Oliveira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Da Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
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		<category><![CDATA[vozes]]></category>

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		<description><![CDATA[O burburinho era sentido no atrium do Coliseu. Os olhares expectantes e joviais recheavam a receção. A tempo e horas o quinteto arrancou com o ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O burburinho era sentido no atrium do Coliseu. Os olhares expectantes e joviais recheavam a receção. A tempo e horas o quinteto arrancou com o que foi o início da sua primeira digressão pela Europa!</p>
<p style="text-align: justify;">Mal entraram em cena, os gritos de entusiasmo dos fãs ecoavam pela sala inteira, chegando ao exagero que algumas vezes se sobreporem às vozes dos artistas!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/IMG_9012.jpg" rel="lightbox[5229]"><img class="alignnone size-large wp-image-5249" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/IMG_9012-1024x682.jpg" alt="IMG_9012" width="1024" height="682" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Começaram por cantar um <em>medley</em> composto por vários temas que a banda interpreta, sendo o seu mote a música &#8220;LALALA&#8221; do Naugthy Boy com o Sam Smith! Esta estrondosa apresentação foi seguida de uma <em>mash up</em> que reúne todos os grandes êxitos da Beyonce desde o seu tempo nas Destiny&#8217;s Child &#8211; Beyonce Evolution! O som e o ritmo vibrante das vozes conjugadas em simbiose resulta numa perfeita harmonia que reinventa todas as músicas que interpretam.</p>
<p style="text-align: justify;">O tema &#8220;Telephone&#8221; como não poderia deixar de ser foi um dos temas que teve mais impacto! É de notar que foi a versão desta música que  lançou os Pentatonix para o grande público, tendo sido um enorme sucesso no YouTube. Um detalhe muito interessante da atuação dos cinco norte-americanos foi o facto de integrarem no seu espetáculo, a partilha da sua história de sucesso. Os olhares que os recebiam eram de admiração temperados com muito sonho à mistura. A atmosfera que se viveu no Coliseu ontem à noite, foi de esperança e de encantamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/IMG_8961.jpg" rel="lightbox[5229]"><img class="alignnone size-large wp-image-5240" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/IMG_8961-1024x682.jpg" alt="IMG_8961" width="1024" height="682" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O Solo do Kevin foi na nossa perspectiva, um dos momentos mais comoventes de todo o espetáculo. A combinação do<em> beatbox</em> com a sonoridade profunda do violoncelo resultaram numa sinfonia muito feliz de fazer arrepiar qualquer um.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda houve tempo para os artistas percorrerem a plateia, raptarem uma fã e dedicarem-lhe uma música em pleno palco. E se a &#8220;La La Latch&#8221; e a &#8220;Rather Be&#8221; arrancou todos do chão, em contraste o original da banda &#8220;That&#8217;s Christmas To Me&#8221; foi cantado sem microfone e acalmou os ânimos,  baixando toda uma ambiência de paz sobre todo o Coliseu.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/IMG_8909.jpg" rel="lightbox[5229]"><img class="alignnone size-large wp-image-5232" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/IMG_8909-1024x682.jpg" alt="IMG_8909" width="1024" height="682" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Mary, Did You Know&#8221; requisitou a presença das lanternas dos smartphones e alguns isqueiros (há quem ainda faça perdurar algumas tradições), enquanto a &#8220;On My Way Home&#8221; foi cantada com ajuda do público, que fez o corpo de um coro em cânone, comandado pelos elementos da banda.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando acabou o concerto, o público sedento por mais, cantou parte da &#8220;On My Way Home&#8221; que pelos vistos foi uma das formas mais originais que os Pentatonix presenciaram para &#8220;reclamar&#8221; um <em>encore</em>! Terminaram em grande com a sua versão masterizada de vários temas de Daft Punk!</p>
<p style="text-align: justify;">Este foi o primeiro de muitos concertos na Europa, da banda que se tornou um ícone mundial. Nós por cá tivemos muito orgulho em ser os primeiros anfitriões europeus. Esperamos por novos concertos!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/IMG_8940.jpg" rel="lightbox[5229]"><img class="alignnone size-large wp-image-5238" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/IMG_8940-1024x682.jpg" alt="IMG_8940" width="1024" height="682" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Fotografias gentilmente cedidas por Everything Is New e Alexandre Antunes.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Gerador: mais do que uma revista, um movimento de inclusão sociocultural</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2015 12:36:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ana Oliveira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Da Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>

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		<description><![CDATA[Surgiu em julho do ano passado e nunca mais fomos os mesmos. O Gerador desconstrói, desenforma e surpreende. Se a cultura estava até agora classificada ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Surgiu em julho do ano passado e nunca mais fomos os mesmos. O Gerador desconstrói, desenforma e surpreende. Se a cultura estava até agora classificada em &#8220;caixinhas&#8221;,  este movimento Gerador nasce como descodificador das artes e catalisador da sua compreensão e usufruto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>&#8220;As pessoas muitas vezes precisam de ser apanhadas fora do contexto. A partir daí, quando percebem que afinal a cultura não é assim tão elitista, deixam-se encantar. Nós não modificamos nada em nenhuma obra, mas pegamos em determinadas peças e colocamos no sítio certo, onde provavelmente as pessoas já estão. Assim, o processo de acesso a cultura torna-se muito mais fácil.&#8221; </em></strong>Tiago Sigorelho</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10584573_636930913089698_851673420_n.jpg" rel="lightbox[5107]"><img class="alignnone size-full wp-image-5209" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10584573_636930913089698_851673420_n.jpg" alt="10584573_636930913089698_851673420_n" width="1024" height="1024" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O Gerador é uma associação sem fins lucrativos que se caracteriza por ser uma plataforma de ação e divulgação da cultura portuguesa. Subdivide-se em duas dimensões: comunicação e iniciativas. Foi fundada por um trio de amigos e companheiros de viagens profissionais várias: <strong>Miguel Bica</strong>, <strong>Pedro Saavedra</strong> e <strong>Tiago Sigorelho</strong>. Os três juntaram-se à esquina não para tocar a concertina, mas para engendrarem um grande veículo de comunicação da cultura portuguesa. Ora, porque se o público não vai ao teatro, o teatro vai o público e por aí em diante. É assim que o Gerador age: descontextualiza, desconstrói, vira do avesso e leva a cultura portuguesa portas e olhos adentro.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10873371_10205839544844834_9034152522123241207_o.jpg" rel="lightbox[5107]"><img class="alignnone size-full wp-image-5191" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10873371_10205839544844834_9034152522123241207_o.jpg" alt="10873371_10205839544844834_9034152522123241207_o" width="1024" height="683" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Tal como se viu acontecer no último evento Trampolim Gerador, na Praça São Paulo em Lisboa, em que estabelecimentos comerciais se tornaram mini-salas de espetáculos, cinema ou de exposições. Durante cerca de um ano, os três andaram Portugal <em>de lés a lés,</em> a descobrir o que andava a acontecer. Contataram entidades artísticas, vários autores e marcas. Desde os queijos tradicionais, às tapeçarias ancestrais ou à arte urbana que acontece nas grandes cidades, o Gerador não quer deixar nada de fora! É um movimento que se estende de norte a sul do país, até às ilhas. A sua materialização surge assim numa revista trimestral, cujos temas passados foram respetivamente: &#8220;Declarações de Amor&#8221;, &#8220;Sobre os números dois&#8221; e &#8220;Vidas Novas&#8221;. A próxima será lançada já este mês, no dia 24 de abril e sob a alçada do tema &#8220;Subúrbios&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">A Magazine foi conversar com os três fundadores do Gerador e descobrir todos os seus sonhos: os concretizados, e os que estão ainda por realizar.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>&#8220;A cultura é sexy.&#8221; </strong></em>Tiago Sigorelho</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como é que vocês os três se encontraram e como evoluiram para este projeto?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tiago Sigorelho:</strong> Eu era o Diretor de Estratégia de Marca da PT. Um dos projetos era a PT BlueStation na estação de metro Baixa-Chiado. Quando este projeto arrancou, a PT contratou uma agência para produzir um evento por dia. Nessa agência trabalhava o Miguel Bica, coordenador do projeto, que produziu cerca de 700 eventos em dois anos e meio. A certa altura o Miguel teve necessidade de alguém que fizesse a programação a um nível mais artístico e foram buscar o Pedro. Fomo-nos conhecendo neste trabalho, e chegamos à conclusão que poderia ser interessante largarmos tudo e embarcarmos na viagem do Gerador. A revista foi lançada a 17 de julho do ano passado e foi o nosso primeiro momento sério de materialização.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Miguel Bica: </strong>Esta decisão vai fazer agora dois anos, sendo que o Gerador tem agora 8 meses. O Tiago apresentou-nos uma proto-ideia já com o nome &#8220;Gerador&#8221;. Os pressupostos já estavam definidos e fomos trabalhando ao longo de um ano dentro desse desafio. Depois foi pôr em prática a ideia. A declaração de intenções foi esclarecida logo desde muito cedo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10301534_10202123759678915_4995033131842932796_n.jpg" rel="lightbox[5107]"><img class="alignnone size-full wp-image-5207" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10301534_10202123759678915_4995033131842932796_n.jpg" alt="10301534_10202123759678915_4995033131842932796_n" width="1024" height="1024" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Porquê a urgência da criação de um movimento como o Gerador?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tiago Sigorelho:</strong> Existe tanta gente em Portugal com uma capacidade brutal a nível artístico e não só, entidades também que produzem imenso trabalho, que nós sentimos que tínhamos um dever de conseguir agregar todos esses autores e tentar dar-lhes visibilidade e apoio financeiro, para que possam continuar a fazer o seu trabalho.Esta foi a primeira premissa, mas depois houve outras dimensões que para nós também eram importantes. Nós preocupamo-nos muito com a perspetiva educacional, e cada vez mais os portugueses precisam de ter mais atenção à educação, para serem mais críticos, mais autónomos, para serem seres mais pensantes. Uma das coisas que nós consideramos fundamental como arma de educação, é a cultura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como fazer chegar cultura a toda a gente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TS:</strong> Durante muito tempo a ideia da cultura era uma ideia muito elitista, em que reinava o preconceito de que só alguns é que tinham capacidade de a entender. O nosso primeiro grande objetivo é desmistificar esta ideia. A cultura é identidade, a cultura serve todos nós, e nós no limite somos todos produtores de cultura. Se tudo o que é identidade é cultura, então um sotaque do norte é cultura, um doce conventual é cultura, alguém que produz um cesto de verga é cultura. Por isso tudo o que nos defina enquanto povo português é cultura. E não é preciso serem apenas as raízes, pode ser uma coisa atualíssima como a arte urbana. Hoje em dia lá fora, quando se pensa em arte urbana pensa-se numa série de cidades europeias que incluem Lisboa, onde este tipo de arte teve uma explosão brutal. Existem coisas a que outros lá fora, ou nós cá dentro nos ligamos. Isso é a nossa cultura, isso define a nossa identidade. Por exemplo, o Cante Alentejano que durante muito tempo foi considerado cultura popular básica, hoje está mais próximo de ser cultura clássica. Há uns seis anos passaria despercebido a um lisboeta ou portuense, e hoje em dia é Património da Humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que é que mudou?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TS: </strong>Na nossa perspetiva mudou algo geracional, principalmente no que está relacionado às nossas raízes. O exemplo mais claro é o Fado. O Fado foi símbolo de um estilo político que não era o mais agradável. Depois do 25 de abril, o Fado continuou a ser associado a esse estilo. Durante um tempo havia um certo desconforto a ouvir este género musical. De repente surge uma geração nova, que nasceu em liberdade e que sem culpas, voltou a pegar no Fado. E isto estende-se a tudo. Por isso sim, está a haver uma fase nova de orgulho e de ligar àquilo que era tradicional português. Para além disso, a crise também fez com que olhássemos mais para as coisas que são nossas e termos orgulho nelas e estarmos mais dedicados à nossa própria produção e à nossa identidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10530696_10152308542273262_8421478637275706260_n.jpg" rel="lightbox[5107]"><img class="alignnone size-full wp-image-5190" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10530696_10152308542273262_8421478637275706260_n.jpg" alt="10530696_10152308542273262_8421478637275706260_n" width="960" height="624" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como é que a revista Gerador, materializa o vosso conceito?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pedro Saavedra: </strong>O nosso objetivo principal com a revista é sobretudo a identificação. Ou seja, para nós o que é importante, mais do que definirmos um público-alvo, é tentarmos que todos os tipos de leitores: de diferentes idades, localidades e interesses, se identifiquem com aquilo que estão a ler. Pretendemos que essa identificação provoque um impulso em quem lê.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quais são as três intenções do Gerador?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MB: </strong>O Gerador é um projeto de cultura portuguesa, interessa-nos que seja para Portugal inteiro. Uma das nossas intenções é que o Gerador seja <strong>descentralizado</strong>, e que vá das ilhas ao Porto, à serra algarvia e por aí fora. Estamos a fazer isso, numa dimensão ainda muito aquém do que ambicionamos, mas já temos artistas que vêm dos vários pontos do país, e nós próprios já fazemos coisas em vários pontos do país. Acho que é uma das intenções que vai evoluindo. A segunda intenção é a <strong>descodificação da cultura</strong>. De que maneira é que conseguimos pegar em determinada ideia cultural e descodificá-la ao ponto de qualquer pessoa poder aceder a ela. Queremos conquistar por exemplo quem não vai ao teatro, porque os pusemos em contato com esta realidade num destino improvável. No Trampolim Gerador isto aconteceu. Tivemos teatro numa loja de roupa, artes plásticas na montra de uma farmácia e um chef  famoso na Praça das Flores. A terceira intenção é a <strong>acessibilidade</strong>, a vontade que nós temos de fazer as coisas de forma a que qualquer pessoa neste país, tenha acesso a uma atividade nossa.</p>
<p><strong>Cada revista Gerador é um objeto de autor. Como fazem para manter uma identidade editorial?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PS: </strong>A revista tem de ter um tronco editorial idêntico. Se nós queremos que as pessoas leiam regularmente a revista não pode ser um fanzine em que de cada vez apresentamos as coisas de uma forma diferente. As pessoas têm de reconhecer o nosso tronco editorial, e isso tem sido um crescendo, até porque nenhum de nós tinha experiência anterior no âmbito editorial. Fomos falar com outras publicações no mercado que nos ajudaram, fomos de certa forma ouvindo muito e tentando provocar os leitores a darem-nos feedback. A revista em termos gráficos tem uma identidade diferente, mas tem uma alma comum. Nos conteúdos queremos evoluir para uma linha editorial em que esta ideia híbrida de termos autores e &#8220;opinadores&#8221; se consiga equilibrar entre os 60% e os 40%. Porque de facto há tanta coisa a acontecer no país, que nós temos de ter a capacidade de divulgar tudo o que está a acontecer. É um trabalho em progresso, e a vantagem de ser uma revista trimestral, é mesmo essa, dá-nos tempo de ver e rever as &#8220;miudezas&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10809519_829957733733506_873103862_n.jpg" rel="lightbox[5107]"><img class="alignnone size-full wp-image-5212" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10809519_829957733733506_873103862_n.jpg" alt="10809519_829957733733506_873103862_n" width="1024" height="1024" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Este é um projeto profissional que vos realiza pessoalmente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TS:</strong> Agora tem sido ao contrário.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PS: </strong>Temos que ter um plano empírico de negócio que seja sustentado e que nos faça andar para a frente. O Gerador por enquanto é totalmente financiado por nós e é uma forma de continuarmos a fazer o que gostamos, e todas estas iniciativas para serem gratuitas ou muito baratas dão prejuízo. Daí termos outros projetos sob os mesmos valores que defendemos, que nos permitem equilibrar a sustentabilidade do Gerador. Nós acreditamos que é possível no meio da cultura ganhar-se dinheiro. Somos favoráveis para que se ganhe dinheiro, e que os autores recebam e não trabalhem pro bono (todos os conteúdos da revista são pagos). O nosso objetivo e tornarmo-nos auto-sustentáveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TS:</strong> Nós começámos por ter uma gaveta de ideias. À medida que vamos tendo mais folga financeira que vem dos nossos outros projetos vamos conseguindo fazer as coisas. O Trampolim estava na nossa cabeça desde o início, e ao fim de 7 meses concretizámo-lo. Assim como temos outras ideias. Já não temos uma gaveta, temos um T1 de ideias que gostávamos de implementar. A nossa fome agora é encontrar marcas que nos apoiem, pessoas que adiram para que todos os nossos sonhos possam ir para a frente. Fazemos um apelo aos leitores: participem, critiquem o nosso trabalho, entrem em contato connosco, enviem emails, vão ao nosso Facebook e mandem-nos mensagens. Temos recebido imensas cartas, emails e mensagens das pessoas, mas queremos receber cada vez mais. Boa parte do que fazemos na revista e no Trampolim, veio da iniciativa de pessoas que não conhecíamos e que vieram ter connosco. Provoquem-nos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10932565_650813568385622_1488548033_n.jpg" rel="lightbox[5107]"><img class="alignnone size-full wp-image-5210" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/04/10932565_650813568385622_1488548033_n.jpg" alt="10932565_650813568385622_1488548033_n" width="1024" height="1024" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Aqui fica o apelo desta gente bonita geradora para você fazer parte deste movimento! Este mês será lançada a quarta revista geradora, com o tema: Subúrbios. Cada revista custa 5€, mas ao tornar-se sócio, o que custa uma módica quantia anual de 25€, terá direito a todas as revistas durante um ano, <span style="color: #141823;">acesso a descontos junto dos parceiros geradores e a constantes surpresas. Venha fazer parte da Cultura Portuguesa!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.facebook.com/acgerador?fref=ts" target="_blank">Facebook </a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://aculturaportuguesa.pt/" target="_blank">Site</a></p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>10 presentes originais para o Dia do Pai</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2015 17:25:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ana Oliveira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Da Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[19 de março]]></category>
		<category><![CDATA[dia do pai]]></category>
		<category><![CDATA[ideias originais]]></category>
		<category><![CDATA[pai]]></category>
		<category><![CDATA[prendas]]></category>
		<category><![CDATA[presentes]]></category>
		<category><![CDATA[surpresas]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um ano, mais um Dia do Pai em pleno março. Mas este dia dedicado aos nossos heróis paternos, não tem que ser &#8220;mais um&#8221;. ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Mais um ano, mais um Dia do Pai em pleno março. Mas este dia dedicado aos nossos heróis paternos, não tem que ser &#8220;mais um&#8221;. Poderá e deverá ser um marco especial, para aproveitar e dar um presente original, ou até aventurar-se numa experiência nova com o seu pai! Porque, mais do que o presente, o que interessa são as memórias, deixamos consigo 10 ideias que considerámos inesquecíveis.</p>
<p><strong>1.Uma caixa Giggles</strong><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/10321147_272364236281533_779774136153988129_o.jpg" rel="lightbox[4937]"><img class="alignnone size-full wp-image-4961" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/10321147_272364236281533_779774136153988129_o.jpg" alt="10321147_272364236281533_779774136153988129_o" width="1000" height="662" /></a></p>
<p>Porque uma imagem vale mais do que mil palavras, imagine uma caixinha recheada de fotografias suas com o seu pai? 23 momentos únicos impressos para a vida! &#8220;<span class="text_exposed_show">A sua vida, os seus momentos, numa só caixinha.&#8221;</span></p>
<p><a href="http://giggles.pt/" target="_blank">Site </a></p>
<p>Preço: 30€</p>
<p><strong>2. Leve o seu pai ao Cabelleireiro</strong><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/530821_338160022928236_114617636_n1.jpg" rel="lightbox[4937]"><img class="alignnone size-full wp-image-4978" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/530821_338160022928236_114617636_n1.jpg" alt="530821_338160022928236_114617636_n" width="961" height="587" /></a></p>
<p>Leve o seu pai à tradicional Barbearia Campos – Cabelleireiro fazer um corte &#8220;à antiga&#8221;. Aqui fará uma viagem no tempo num estabelecimento onde  personalidades como Eça de Queirós, Almada Negreiros ou Vasco Santana marcaram presença e corte.</p>
<p>Morada:Rua do Loreto, nº 14, Lisboa</p>
<p>Tel.: 213 428 476</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/Barbearia.Campos?fref=ts" target="_blank">Site </a></p>
<p><strong>3. Ofereça uma ilustração personalizada Sara-a-Dias</strong><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/526675_196123983844619_1739419740_n.jpg" rel="lightbox[4937]"><img class="aligncenter wp-image-4969" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/526675_196123983844619_1739419740_n.jpg" alt="526675_196123983844619_1739419740_n" width="1000" height="1399" /></a>Você encomenda, a Sara-a-Dias ilustra! Desenhos feitos à medida! Uma oportunidade única para relembrar bons velhos momentos com muito humor!</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/saraadias?fref=ts" target="_blank">Site</a></p>
<p><strong>4. Tire um retrato de família com a Hollywood-Me</strong><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/10750150_746941632042296_8788833188441359077_o.jpg" rel="lightbox[4937]"><img class="alignnone size-large wp-image-4970" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/10750150_746941632042296_8788833188441359077_o-1024x1019.jpg" alt="10750150_746941632042296_8788833188441359077_o" width="1024" height="1019" /></a></p>
<p>Já falámos aqui deste projecto, mas e porque não tirar um retrato vintage com o seu pai? Uma recordação dos tempos de hoje num design retro a relembrar outros tempos!</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/pages/Hollywood-Me-The-Vintage-Portrait-Project-by-Armazem7/604613726275088?fref=ts" target="_blank">Site</a></p>
<p><strong>5. Ofereça um fato à medida da TaiLor</strong><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/11046762_848181048581723_2157008698871358177_o.jpg" rel="lightbox[4937]"><img class="alignnone size-large wp-image-4971" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/11046762_848181048581723_2157008698871358177_o-1024x682.jpg" alt="11046762_848181048581723_2157008698871358177_o" width="1024" height="682" /></a></p>
<p>A alfaitaria Venâncio TaiLoir abriu há pouquíssimo tempo pelas mãos de Venâncio e é uma perdição para quem é apaixonado por fatos costumizados. Aqui encontrará uma fusão entre o estilo clássico e o contemporâneo para um fato à medida para o seu pai!</p>
<p>Morada: Rua do Alecrim, Lisboa</p>
<p>Tel.: (+351) <span class="_c24 _50f3"><span dir="ltr">212 764 164</span></span></p>
<p><a href="https://www.facebook.com/venancio.alfaiataria?fref=ts" target="_blank">Site</a></p>
<p><strong>6. Torne o seu pai escritor</strong><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/10286735_770656653000979_2243840991137975261_o.jpg" rel="lightbox[4937]"><img class="alignnone size-large wp-image-4972" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/10286735_770656653000979_2243840991137975261_o-1024x682.jpg" alt="10286735_770656653000979_2243840991137975261_o" width="1024" height="682" /></a></p>
<p>É daquele tipo de filho/a que o pai que gosta de dar à caneta, mas suplica que nunca tem tempo para se dedicar a este prazer? Então temos a solução para ambos! Na Escrever Escrever existem uma variedade de cursos, nas mais diversas áreas da escrita, desde viagens, poesia até Escrita a copo existe!</p>
<p>Morada: Rua do Alecrim, 47, 4º A Lisboa</p>
<p>Tel.: (+351) 210 962 158</p>
<p><a href="http://www.escreverescrever.com/" target="_blank">Site</a></p>
<p><strong>7. Sinta e ofereça o que sente por escrito</strong><img class="alignnone size-full wp-image-4973" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/10990895_797860223600841_4164219289645287811_o.jpg" alt="10990895_797860223600841_4164219289645287811_o" width="1000" height="1000" /></p>
<p>&#8220;O Que Te Quero Dizer&#8221; é um projecto do escritor André Pereira, de cartas à medida. Já sentiu muita coisa que não conseguiu pôr no papel? Peça ao André que este fá-lo por si! E à máquina!</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/oquetequerodizer" target="_blank">Site </a></p>
<p><strong>8. Apadrinhe um hipópotamo com o seu filho</strong><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/HIPOPOTAMO_TOPO2.jpg" rel="lightbox[4937]"><img class="alignnone size-full wp-image-4974" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/HIPOPOTAMO_TOPO2.jpg" alt="HIPOPOTAMO_TOPO2" width="950" height="395" /></a></p>
<p>Agora uma ideia para os papás mais novos, que têm filhotes mais pequenos. Venham ao Jardim Zoológico comemorar o Dia do Pai e aproveitem para conhecer a cria de Hipopótamo, num dia repleto de surpresas e muita ternura! Além da visita ao parque, o Jardim Zoológico sugere um presente único: de 15 a 22 de março, todos os apadrinhamentos individuais (sem Kit) do Hipopótamo-comum terão um desconto de 10€.</p>
<p>Mais <a href="http://www.zoo.pt/site/eventos_detalhe.php" target="_blank">info</a>.</p>
<p><strong>9. Seja espião por um dia com o seu pai</strong><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/DeboraRibeiro-LisbonEscapeGame-GuiadaCidade-20140627_2.jpg" rel="lightbox[4937]"><img class="alignnone size-full wp-image-4975" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/DeboraRibeiro-LisbonEscapeGame-GuiadaCidade-20140627_2.jpg" alt="Debora Ribeiro" width="800" height="533" /></a></p>
<p>Espírito de equipa, surpresas e desafios não irão faltar nesta experiência que de certos vos irá marcar! Passe um Dia do Pai diferente, e atrevam-se a ser espiões por um dia! Já sabem: têm uma hora para desbloquear todos os enigmas!</p>
<p>Horário: das 09:30 às 19:30</p>
<p>Valor: 50€</p>
<p><a href="http://www.lisbonescapegame.com/" target="_blank">Site </a></p>
<p><strong>10. Leve o seu pai a jantar fora </strong><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/1044270_565247483517890_1889358923_n.jpg" rel="lightbox[4937]"><img class="alignnone size-full wp-image-4985" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/03/1044270_565247483517890_1889358923_n.jpg" alt="1044270_565247483517890_1889358923_n" width="886" height="591" /></a></p>
<p>O restaurante Viva Lisboa celebra o Dia do Pai em grande e ainda oferece uma garrafa de vinho aos pais e filhos que peçam o menu de degustação. Viva Lisboa, Vivam os Pais!</p>
<p><strong>Menu de degustação:</strong><br />
Sopa de Peixe com Camarão Tailandês<br />
Brás de Vieira e Shitake Trufado<br />
Miga e Lascas de Bacalhau numa Salada Morna de Tomate e Mexilhão<br />
Bochecha de Porco Preto num Puré de Batata Trufado com Cogumelos Selvagens<br />
Brownie de Chocolate com Gelado de Manteiga de Amendoim</p>
<p>Valor:45€</p>
<p>Morada: Rua D. Estefânia, nª 77,  Lisboa<br />
Telefone: (+351) 213 101 801</p>
<p><a href="www.vivalisboa.pt" target="_blank">Site</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>SingFado: a criar amantes de Fado além fronteiras</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2015 15:22:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ana Oliveira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Da Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[actividades]]></category>
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		<category><![CDATA[fado]]></category>
		<category><![CDATA[Liana]]></category>
		<category><![CDATA[Museu do Fado]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[SingFado é o novíssimo workshop que leva o Fado mais longe, cá dentro. Esta semana fomos conversar com a sua fundadora, a fadista Liana, e ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">SingFado é o novíssimo workshop que leva o Fado mais longe, cá dentro. Esta semana fomos conversar com a sua fundadora, a fadista Liana, e experienciar este novo conceito, no Museu do Fado.</p>
<p style="text-align: justify;">Liana, a mentora do projecto SingFado é fadista desde pequenina, e desde sempre que actuou pela Europa fora. Há cerca de 8 anos, a fadista foi convidada para dar um workshop sobre Fado na Finlândia. No momento, Liana ficara surpreendida com o convite, mas este surgiu naturalmente já que a artista, nos seus concertos fazia sempre questão de falar sobre a temática do Fado: a sua história, Portugal, os poetas. O workshop aconteceu, teve a duração de uma semana, e era direcionado para músicos ou aspirantes a músicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/02/DeboraRibeiro-SingFadoLiana-20140627_003_S.jpg" rel="lightbox[4801]"><img class="alignnone size-full wp-image-4859" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/02/DeboraRibeiro-SingFadoLiana-20140627_003_S.jpg" alt="Debora Ribeiro" width="800" height="533" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Liana descobriu uma nova paixão neste workshop: <strong><em>criar amantes de Fado</em></strong>. Neste sentido, Liana começou a fazer mais deste tipo de workshops no estrangeiro, em duas vertentes: para <strong>músicos ou para aspirantes a músicos</strong>, mas também para o <strong>público em geral</strong>, imediatamente antes dos concertos.</p>
<p style="text-align: justify;">A determinada altura, Liana começou a sentir que muitas pessoas que visitavam Portugal: colegas, amigos e conhecidos das pessoas que tinham feitos os seus workshops no estrangeiro; a contactavam para fazerem os workshops em Portugal. Na realidade, Liana constatou que havia uma lacuna a preencher na componente educativa do Fado: um ensino mais próximo para estrangeiros.  A oferta existente são os concertos, as casas de Fado e o Museu do Fado.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;<em>Muitas pessoas querem saber mais sobre Fado, mas querem-no de uma forma mais próxima, mais imediata.</em>&#8220;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/02/DeboraRibeiro-SingFadoLiana-20140627_002_S.jpg" rel="lightbox[4801]"><img class="alignnone size-full wp-image-4858" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/02/DeboraRibeiro-SingFadoLiana-20140627_002_S.jpg" alt="Debora Ribeiro" width="800" height="533" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O SingFado surge assim como uma solução educativa activa sobre o Fado, para estrangeiros e não só, que queiram saber mais sobre esta forma de arte. A interação e proximidade entre artistas e curiosos é muito maior.</p>
<p style="text-align: justify;">O Museu do Fado teve conhecimento deste formato de workshop, e convidou Liana para o realizar nas suas instalações, assinalando assim esta formação com o seu selo de qualidade inquestionável.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/02/DeboraRibeiro-SingFadoLiana-20140627_004_S.jpg" rel="lightbox[4801]"><img class="alignnone size-full wp-image-4860" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/02/DeboraRibeiro-SingFadoLiana-20140627_004_S.jpg" alt="Debora Ribeiro" width="800" height="533" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas o que se faz na prática num workshop SingFado?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Durante uma hora, tem a oportunidade de perceber na sua essência, o que é o Fado.</p>
<p style="text-align: justify;">Liana começa por contextualizar o Fado em Portugal, passando pelas lendas, pela poesia e pelos poetas. Numa segunda parte, os participantes terão oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a história do Fado e as várias teorias que giram à volta da sua origem. São ainda incluídos alguns exercicios para distinguir os vários tipos de Fado.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/02/DeboraRibeiro-SingFadoLiana-20140627_006_S.jpg" rel="lightbox[4801]"><img class="alignnone size-full wp-image-4861" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/02/DeboraRibeiro-SingFadoLiana-20140627_006_S.jpg" alt="Debora Ribeiro" width="800" height="533" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/02/DeboraRibeiro-SingFadoLiana-20140627_008_S.jpg" rel="lightbox[4801]"><img class="alignnone size-full wp-image-4863" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/02/DeboraRibeiro-SingFadoLiana-20140627_008_S.jpg" alt="Debora Ribeiro" width="800" height="533" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Num terceiro momento, os participantes são convidados a cantar o Fado, e  a  levarem assim uma canção nacional, pela sua própria voz, além fronteiras. Poderão assim posteriormente partilhar com os amigos e familiares como o &#8220;Fado é bom p&#8217;ra xuxu.&#8221; Por último, Liana e os seus músicos actuam, acabando assim uma sessão de SingFado em grande.</p>
<p style="text-align: justify;"> O SingFado é um workshop desenhado para estrangeiros, mas também é dado em português, sendo que para os portugueses mais curiosos, terá que ser feito por marcação.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;<em>No geral, o grande público não sabe muitas das coisas que aqui são faladas. Mesmo os portugueses acabam por sair daqui bastante surpreendidos e divertidos com a aquilo que aprenderam sobre a sua própria cultura, e sobre a música que é a sua canção nacional.</em>&#8220;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://singfado.com/" target="_blank">SingFado</a>, acontece todas as quartas-feiras, pelas 11:00, no Museu do Fado. Tem um custo de 30€.</p>
<p style="text-align: justify;">Morada: <span style="color: #222222;"> Largo do Chafariz de Dentro, N.º 1 1100-139 Lisboa</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/02/DeboraRibeiro-SingFadoLiana-20140627_007_S.jpg" rel="lightbox[4801]"><img class="alignnone size-full wp-image-4862" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2015/02/DeboraRibeiro-SingFadoLiana-20140627_007_S.jpg" alt="Debora Ribeiro" width="800" height="533" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Fotografias de <a href="http://www.deboraribeiro.co/" target="_blank">Debora Ribeiro</a>.</p>
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		<title>&#8220;Galgar com tudo por cima de tudo&#8221; assinala os 100 anos da Ode Triunfal</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2015 13:14:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ana Oliveira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Da Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Passatempos]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[débora ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[peças]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[teatro de trindade]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2015 fazem precisamente 100 anos que a Ode Triunfal foi publicada no 1 da revista Orpheu. Como tal, esta data não poderia passar despercebida ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em 2015 fazem precisamente 100 anos que a Ode Triunfal foi publicada no 1 da revista Orpheu. Como tal, esta data não poderia passar despercebida e a peça <em>Galgar com tudo por cima de tudo</em>, volta a estar em cena no coração de Lisboa, no Teatro da Trindade, numa breve apresentação de três dias: 13, 14 e 15 de Fevereiro.</p>
<p style="text-align: justify;">A Magazine mais uma vez quis estar presente nesta data especial e foi aos bastidores desta peça, que é o resultado da engrenagem de um trabalho de equipa entre o seu criador e encenador João Rosa, e Catarina Gonçalves, a actriz que protagoniza uma possível heroína Ofélia, já que estamos no universo Pessoano.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2014/12/DeboraRibeiro-GalgarTeatroTrindade-GuiadaCidade-20140627_017-6_S.jpg" rel="lightbox[4804]"><img class="alignnone size-full wp-image-4814" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2014/12/DeboraRibeiro-GalgarTeatroTrindade-GuiadaCidade-20140627_017-6_S.jpg" alt="Debora Ribeiro" width="800" height="533" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como é o processo de incorporar no corpo de uma mulher, esta <em>Ode Triunfal</em>, que tem muito de fálico, e do universo masculino?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Catarina Gonçalves:</strong> É desgastante. Esta personagem exige-me uma energia frenética, exige despir-me completamente de mim para me apoderar que estão sempre, constantemente entre dois estágios emocionais opostos: a agressividade e a sensualidade, a rigidez máscula e a subtileza femenina. Encontra-se esta Ofélia para dar vida ao lado feminino de Àlvaro de Campos. Este texto é marcadamente repetitivo, mecânico, que remete para um universo muito masculino, que fala de motores, de velocidade, é um canto do progresso, das máquinhas, da sociedade industrial. Como é um texto que remete tanto para os motores, para as máquinas, quase para a repetição, a personagem entra quase num estado de cansaço, de desalento. É nesse desalento que o lado feminino surge, porque ela encontra a satisfação nas máquinas.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2014/12/DeboraRibeiro-GalgarTeatroTrindade-GuiadaCidade-20140627_007-3_S.jpg" rel="lightbox[4804]"><img class="alignnone size-full wp-image-4810" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2014/12/DeboraRibeiro-GalgarTeatroTrindade-GuiadaCidade-20140627_007-3_S.jpg" alt="Debora Ribeiro" width="800" height="533" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como foi o processo de construção da personagem?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CG:</strong> Neste espectáculo, a cenografia tem um papel muito importante e o processo de construção de personagem agarrou-se muito a isso. É casar uma personagem com uma cenografia, que é extremamente difícil porque há peças que têm cenografias imensas, que enchem o palco todo, e depois a interacção do actor com a cenografia torna-se um bocadinho difícil. Aqui, é um processo uno, de simbiose. A estrutura simboliza a fábrica, uma máquina gigantesca que pode ser uma pessoa, e que ganha vida por vezes. O processo de construção passou muito por aí. Muito da construção de personagem está ali, naquele sobe e desce daquela estrutura. Os estágios emocionais alcançados são muito influenciados pelos sons, pelos fumos, pelo pó. Todas essas caraccterísticas ajudam a entrar no universo desta Ofélia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>João Rosa:</strong> Foi um processo em equipa desde o seu inicio. Até mesmo na montagem do texto. A essência é a <em>Ode Triunfal</em>, mas estão integrados excertos da <em>Ode Marítima </em>por exemplo. O objectivo também foi criar a metamorfose. Queria que Fernando Pessoa e Àlvaro de Campos entrassem em conflito e depois o conflito passasse a ser entre Álvaro de Campos e esta mulher, a que chamámos Ofélia, por nos localizarmos no universo Pessoano. A fusão de todos os textos utilizados em palco, deram vida a esta metamorfose.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2014/12/DeboraRibeiro-GalgarTeatroTrindade-GuiadaCidade-20140627_020-4_S.jpg" rel="lightbox[4804]"><img class="alignnone size-full wp-image-4815" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2014/12/DeboraRibeiro-GalgarTeatroTrindade-GuiadaCidade-20140627_020-4_S.jpg" alt="Debora Ribeiro" width="800" height="533" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como a Catarina referiu, na <em>Ode Triunfal</em> reina a repetição e uma cadência algo mecânica. <strong>Foi o cenário uma peça fulcral para uma maior dinâmica com o público?</strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JR: </strong>A estrutura tinha que se ajustar à Catarina e vice-versa, de forma a que ganhasse vida, e não fosse apenas um conjunto de tubos e andaimes. Na verdade, estes instrumentos passam a ganhar vida, sempre relacionada com o texto, com Àlvaro de Campos. Entra essa fusão de ideias, e cria-se essa dinâmica, porque a pergunta que imperou no início foi: &#8220;como é que vamos fazer isto de forma interessante e dinâmica?&#8221;. E pensamos nisto como se estivéssemos a fazê-lo para miúdos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CG: </strong>Hoje em dia fazem-se milhentas coisas sobre Àlvaro de Campos, Ricardo Reis,  Alberto Caeiro ou Fernando Pessoa, mas será que se abrange o público jovem? Aquele que tem de se agarrar e conquistar? Cabe-nos a nós que estamos envolvidos na arte, criar novas maneiras mais apelativas de se perceber poesia. O texto poético pode ser maravilhoso e &#8220;pode-se agir o poema&#8221;. Eu não recitá-lo, eu não quero declamá-lo, eu quero sentir e viver este poema genial. O poeta recorre maravilhosamente a uma série de figuras de estilo que exprimem a sua genialidade, como as onomatopeias para imprimir velocidade, sonoridades que transmitem ao leitor e aos espectador velocidade do texto, que está sempre remeter-nos para os automóveis, as maquinas, os motores. É genial. Toda esta cenografia que o João criou, é também uma busca de novas maneiras de pôr em palco as palavras de pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2014/12/DeboraRibeiro-GalgarTeatroTrindade-GuiadaCidade-20140627_010-1_S.jpg" rel="lightbox[4804]"><img class="alignnone size-full wp-image-4812" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2014/12/DeboraRibeiro-GalgarTeatroTrindade-GuiadaCidade-20140627_010-1_S.jpg" alt="Debora Ribeiro" width="800" height="533" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Poderá esta peça ser considerada também uma afirmação da mulher?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CG:</strong> Porque não? Porque é que o universo de força, porque são máquinas pesadas e estrutura visualmente é uma coisa muito grande, porque é que tem estar somente associado ao masculino? Cabe perfeitamente ali uma mulher, e uma mulher com força, com vontade, com dinâmica, com desalento, com sensualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta homenagem ao nosso Álvaro de Campos, construída numa base inovadora, e com o intuito de levar mais longe e a mais pessoas o universo Pessoano, estreia este fim-de-semana no Teatro da Trindade, em Lisboa. E exactamente por quererem expandir a palavra deste autor tão nosso, alguns excertos da peça são legendados ao vivo, em palco.</p>
<p style="text-align: justify;">Horário: 13, 14 e 15 de Fevereiro, sex e sáb às 21:30, dom às 16:00</p>
<p style="text-align: justify;">Morada: Teatro da Trindade, <span style="color: #222222;">Largo da Trindade, 7-a, 1200-466 Lisboa</span></p>
<p><a href="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2014/12/DeboraRibeiro-GalgarTeatroTrindade-GuiadaCidade-20140627_015-5_S.jpg" rel="lightbox[4804]"><img class="alignnone size-full wp-image-4813" src="http://magazine.guiadacidade.pt/wp-content/uploads/2014/12/DeboraRibeiro-GalgarTeatroTrindade-GuiadaCidade-20140627_015-5_S.jpg" alt="Debora Ribeiro" width="800" height="533" /></a></p>
<p>Fotografias de <a href="http://www.deboraribeiro.co/" target="_blank">Debora Ribeiro</a>.</p>
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